Patrick A. Dumas é um autor francês de quadrinhos, pouco conhecido pelos brasileiros. Ele tem um estilo notadamente Linha Clara, o mesmo de Tintin, de Blake e Mortimer e de tantos outros clássicos personagens das HQs franco-belgas.

Dumas começou sua carreira em fanzines. Em 1980, estreou com a série Uma Aventura de Patrick Maudick, pela Glénat. Na mesma editora, em 1985, iniciou uma parceria com François Rivière, que resultou nos Les Dossiers secrets de Maître Berger.

Atualmente, Dumas é mais conhecido por Allan Mac Bride. Trata-se de um arqueólogo que percorre o mundo em busca de aventuras, num formato bem parecido com aquele que encontramos nas aventuras de Blake e Mortimer. Fã declarado do trabalho de Edgar Pierre JacobsPatrick desenvolve esta série para as Edições JYB Aventures, com argumento de Jean-Yves Brouard.

É com prazer que apresentamos a entrevista, por PH Tujaviu, feita com Dumas, por e-mail, neste mês de maio de 2016, em francês e em português. Agradeço ao amigo francês, o desenhista Paco Salamander, que foi o contacto responsável para a realização desta entrevista.

1 – Em primeiro lugar, retornamos ao período entre os anos 1981 e 2012, falando sobre Uma Aventura de Patrick Maudick. Por que razão, você criou um personagem escritor para ser protagonista desta série aventureira e fantástica ?

Eu tinha vontade de contar histórias carregadas de fantástico e de ficção científica. Mas queria histórias galgadas solidamente no mundo real. Meu herói poderia ser um cientista, um policial ou um jornalista. Eu preferi usar um que passasse mais seriedade. Um escritor, metido no mundo do fantástico e da ficção científica, me pareceu mais simpático.

2 – No tomo 2 de Patrick Maudick, Les Méandres du Temps, você criou a figura do Professor Lombard. Seria ele, por acaso, um clone simbólico de Edgar Pierre Jacobs?

Sim, é realmente ele, desenhado de forma desajeitada, a partir de raras fotos que consegui. Foi uma forma de lhe prestar uma homenagem, já que a leitura de seus álbuns originou a minha vontade de entrar neste ramo.

3 – Poderia nos contar sobre sua parceria com François Rivière, a partir de 1985, nos Dossiers Secrets de Maître Berger, quando um advogado se tornou protagonista deste quadrinho?

Eu adorei Rendez-vous à Sevenoaks, de Rivière et Floc’h. Contactei então François Rivière e nós decidimos trabalhar juntos. François teve a ideia de criar este advogado que, enfrentando a burguesia interior com uma certa dificuldade, tentava fazer triunfar a justiça. Antes de cada álbum, nós discutíamos sobre a história a desenvolver, cada um com suas ideias. Depois, François, com talento, completava o resto, criando uma aventura que eu tinha prazer em ilustrar.

4 – Conheceu Edgar Pierre Jacobs pessoalmente ?

Não ! Eu não conheci nenhum autor, antes de publicar meu primeiro álbum. E aqueles com os quais cruzei depois eram de minha geração.

5 – Gosta de ser comparado a Jacobs ?

Não, de maneira alguma ! A comparação não será a meu favor.

6 – Podemos dizer que o conceito de Allan Mac Bride é o mais próximo do de Blake e Mortimer ?

Allan Mac Bride faz parte da Linha Clara. O herói é um arqueólogo. A ação do primeiro álbum se situa no Egito. Suas aventuras são (e voltamos a isso) carregadas de fantástico e de ficção científica. Tudo isso aproxima Mac Bride de Blake e Mortimer. Mas muitos leitores também perceberam a semelhança dele com Tintin, Lefranc e mesmo com Harry Dickson.

7 – Poderia nos falar sobre a última aventura de Allan Mac Bride ?

Estou trabalhando atualmente no tomo 5 da série, cuja ação se passa no Camboja. Uma lenda local levará Allan através da selva, enfrentando mil perigos, de templo em templo e de armadilha em emboscada. Será uma história completa em dois álbuns.

8 – Quais são seus autores preferidos, além de Jacobs ?

Evidentemente, Hergé e Martin, os clássicos. Eu também gosto de Tillieux, mais próximo de nós, e de Chaland, Clerc…… Muita gente mesmo (a lista seria exaustiva). Recentemente, descobri Thibert, cujo desenho me impressionou.

9 – Será possível que, no futuro, encontremos um álbum de Blake e Mortimer nas livrarias, assinado por você?

Não ! Eu desenhei uma prancha de Blake e Mortimer, para me divertir, já que eu queria promover um crossover entre Blake e Mortimer e A Guerra dos Mundos. Se, a um determinado momento, a ideia de desenhar uma aventura destes dois heróis me seduziu, este não é mais o caso atualmente.

10 – O que pensa da criação completa de uma HQ no computador ? O que pensa da criação completa de uma quadrinho no computador?

O computador é uma ferramenta como qualquer outra. Durante muito tempo, acreditei que era apenas preciso apertar um botão para que a máquina fizesse todo o trabalho. Minha experiência e alguns anos passados no universo dos vídeo-games me provaram o contrário.

11 – Conhece artistas brasileiros de quadrinhos?

Eu conheço principalmente os argentinos. Citarei então apenas Diego Saïto, excelente desenhista e colorista, com o qual fiz parceria na série Aéropostale. Você, que está divulgando as HQs franco-belgas no Brasil, talvez possa nos fazer apreciar alguns desenhistas de seu país.

Obrigado, PH.

Obrigado a você, Patrick!

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